Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol...


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segunda-feira, 24 de junho de 2013



















Mãe!
Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei! traze tinta encarnada para escrever estas coisas! tinta cor de sangue, sangue! verdadeiro, encarnado!

Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!
Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Eu vou viajar. Tenho sede! Eu prometo saber viajar.

Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar me a teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.

Mãe! ata  as tuas mãos às minhas e da um nó cego muito apertado! eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Como a mesa. Eu também quero ter um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa.

Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!
Quando passas a tua mão na minha cabeça é tudo tão verdade!

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Poema: Almada Negreiros. A invenção do dia claro, 1921.
Arte: Gustav Klimt. Mãe e filho, 1905.

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quinta-feira, 21 de junho de 2012

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A solidão era eterna
E o silêncio inacabável.


Detive-me com uma árvore
e ouvi falar as árvores.


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Arte: Gustav Klimt. Floresta de Faias, 1903.
Poema: Juan Ramón Jiménez, A solidão era eterna.


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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

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Saudade é não saber.
Não saber o que fazer com os dias
que ficaram mais compridos,
não saber como encontrar tarefas
que lhe cessem o pensamento.



Não saber como frear as lágrimas
diante de uma música,
não saber como vencer a dor de um
silêncio que nada preenche.

Poema: Martha Medeiros
Arte: Gustav Klimt

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

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Meu único e nobre coração tem testemunhas
Que despertarão tateantes em todos os países do amor;



E quando o sono cego gotejar sobre os sentidos em vigília,
O coração será sensual, ainda que cinco olhos se quebrem.

Poema: Dylan Thomas
Arte: Gustav Klimt

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