Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol...


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

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Olha para o jogo de xadrez: há um vencedor e um vencido. O vencedor, às vezes, veste-se de um sorriso malicioso para humilhar o vencido, porque os homens são assim. (...) Raciocinas da seguinte forma: " Qual o mérito do vencedor? Ele era mais inteligente ou conhecia melhor a arte do jogo. A sua vitória não passa de expressão de um estado. Havia ele de ser glorificado por ter um rosto mais vermelho ou mais macio, mais cabeludo ou menos cabeludo...?"

Mas eu vi o vencido do xadrez jogar durante anos na esperança de vir festejar a vitória. É que tu és mais rico só em virtude dessa festa existir, mesmo que não em tua honra.

Texto: Saint Exupéry

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23 comentários:

Leo disse...

Meu queridos amigos, eu sempre posto textos de Exupéry
e nunca cito fontes, é claro que todos conhecem o Pequeno Príncipe,
mas poucos conhecem as outras obras, então citarei.

Estre trecho foi tirado de 'Cidadela'. Publicado na França em
1948, quatro anos após a morte trágica de Exupéry, este livro
pode ser considerado a suma de todos os temas exuperianos. Nele,
numa linguagem em que a poesia e a meditação filosófica se dão as
mãos, Saint Exupéry concentrou as marcas de sua experiência humana:
a solidão, o silêncio, as imagens do deserto, o problema do tédio
e da morte, do prazer e da liberdade, de sentido da vida.

Pérola Anjos disse...

Algumas derrotas ajudam a alcançarmos outras vitórias, ganha-se o conhecimento, a experiência, então na verdade, nem sempre um derrota é uma derrota propriamente dita.

Beijos, Leo querido!

Exupéry maravilhoso!

Lívia Azzi disse...

Leo, "Nosso grande equívoco, é achar que pode existir um jogo em que não haja derrota"...

Sua citação me lembro um texto do Gustavo Gitti: [ “É só um jogo” e outras reações à derrota (na Copa e na vida)]

Como eu não saberia explicar como ele, vou resumir a idéia principal, mas o texto vale a pena ser lido frase por frase, está disponível no site "Papo de Homem".


"Queremos vencer, queremos nos sair bem. A grande ironia é que, mesmo quando fazemos tudo certo, muitas vezes dá tudo errado (...)

Como somos sedentos por experiências positivas que movimentam nossa energia, entramos no jogo e fazemos de tudo para evitar as possibilidades negativas. Sem o jogo, não teríamos acesso a nada, então arriscamos. Sabemos o que fazer na vitória, mas viramos bebês na derrota (...)

Nosso equívoco, portanto, é achar que pode existir um jogo em que não haja derrota. Sem essa cegueira, é possível errar sem justificar, cair sem imediatamente levantar, falhar sem se culpar, perder sem reclamar ou sair de campo. É possível viver o desconforto da derrota sem tentar apagá-la e pular logo para a próxima vitória".

Ah, vou ler com calma o fragmento que me enviou e retorno.

Um beijo!

Winny Trindade disse...

Então só de viver vale a pena?

Sempre aprendo muito com suas postagens.

Estou ansiosa por nossa conversa no msn.

Abraço apertado meu.

Ana SS disse...

Ótimo ... vou procurar lê-lo.

Ana SS disse...

Ótimo ... vou procurar lê-lo.

Denise Portes disse...

É dessas quedas que a gente aprende que é possível levantar e seguir.
Beijo
Denise

pammm. disse...

Gosto muito dos textos dele, a 'mágica' com que ele escreve tudo me atrai.
Designer e futura arquiteta, um dos meus sonhos tbm, adoro esse mundo paralelo.
Um beijo

Ale Danyluk disse...

Oi Lééééoooooooo,

Adoro todos esses fragmentos e textos que você sempre divide comigo.
E foi um luxoooo ter essas suas explicações aqui no coments...
Profissional é assim mesmo!
A gente se vê.
Bom fim de semana
Beijooooooo
Ale

Lilith disse...

O Exupéry nem imagina que o principezinho continuou aqui na terra.

Tenho ele sempre pertinho de mim.

Sempre a espalhar sua doçura.

Você não é o amigo do príncipe, como falou a Be e sim o próprio príncipe.

Te gosto imenso, bem sabes.

Beijos e beijos

Be Lins disse...

Lilith
tem toda razão,
Exupéry nem imagina que o principezinho continua por aqui.

Love, Darling!


[maravilhoso o blog, dia após dia]


*

H.Brayan disse...

oi Leo,
simplesmente amo S.E. pra mim é uma das melhores representações sociais, antropológicas e filosóficas da história, desde novo me interessei por conhece-lo... e digo-lhe que em breve estarei em Lion, rsrsr...talvez não tão breve ...

abrigado pelos parabéns. sempre leio seu blog e sigo com prazer . t+

Luciana disse...

Muito boa sua explicacao.
Desconhecia totalmente.

Beijoo

Juci Barros disse...

É de uma grandeza o texto!
Beijos!

Maria Rita disse...

"As vezes quando a gente perde a gente ganha."

Como é bom encontrar lugares como este.

Beijos moço

Michele P. disse...

Léo

O vencido que não se abate diante da derrota também é uma espécie de vencedor, não acha?
Gosto muito de Exupéry. E de vc!

Beijo grande, bom final de semana!

Michele P. disse...

PS: Gostaria que participasse de uma brincadeira do meu blog. Topa? Então passa lá!

Beijo grande!

Sílc disse...

Meu lindo Príncipe: Lindo texto e concordo, vencer não é prova de inteligencia absoluta!Fico com a virtude, caráter!
Ah!Ah!Nova Postagem na minha Casa.
Espero sua visita, e um retalho se desejar.
com amor e carinho,
Sílvia
http://www.silviacostardi.com/

Sophie Lacroix disse...

Obrigada!

JB disse...

E não existirá derrota se eu vir a minha vitória nos olhos do meu vencedor.

Sempre gostei dos textos de Exupéry.
Beijinho

Tatiane Lemos disse...

Oi Leo, desculpe minha ausência por aqui menino, adorei o recado no orkut, muito obrigado!

Sabe que sobre o texto, não somente em jogos são assim, esses "vencedores", eles existem até no dia-a-dia, e pensam que são vencedores, se um tem um caro mais bacana que o de outro vai sim, se achar melhor e fazer caras e bocas.... É sempre assim...

Beijos

Vivian Mont'Alverne disse...

Olá! Estava fazendo a listinha dos 10 para dar de presente o selinho "blog de ouro"... Vi, então, que você já tem. Mas fiz uma divulgação do seu blog no post! :)

Denise Portes disse...

Leozinho.
Você já faz parte da minha história.
Beijo, com carinho
Denise