Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol...


domingo, 9 de maio de 2010






Tornar-me-ei cada vez mais tão pequeno,
Até ser o menor sobre a terra.
Num amanhecer de primavera, no jardim.
Estenderei a mão para uma florzinha,
Contra ela esconderei meu rosto.
E murmurarei: Tu, minha criancinha,
Tu que não tens vestido nem sapato,
é sobre ti Que o céu apóia sua mão,
sobre tua gota De orvalho irradiante,
e és tu que preservas
Do desmoronamento
Seu edifício gigantesco.

Jirf Wolker

.

8 comentários:

Tassyane disse...

Verdadeiro e singelo.

Juliana Lira disse...

Me encanto com toda simplicidade, reside no simples a verdadeira beleza!lindo post

Milhões de beijos

Renata Bezerra disse...

Que liiiindo, Leo!

Ótima semana pra ti, amigo.

Denise Portes disse...

Entre versos, poesias e sentimentos, eu te encontrei,cada vez gosto mais de passear por aqui.
Lindas palavras Leo!
Beijos
Denise

Angel disse...

É preciso ser pequeno para enxergar como os grandes... Gostei muito dos ensinamentos neste post.

Abraço, Leo.

Nati disse...

Que lindo texto, to aqui a pensar ...
Um beijo

Pipa. A que ama. disse...

Como diria Caio F.

"Ah como recusam sua densidade, quando sequer chegariam à sua periferia."

Assim é vc!

Um abraço de urso panda

Liza Leal disse...

Me emocionei revendo Nikka Costa! Qto sentimento expressado na voz de uma criança!

Teu blog é SHOW...
Principalmente por ser natural!

bj