Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol...


terça-feira, 16 de março de 2010

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Devagar,
o tempo transforma tudo em tempo.
O ódio transforma-se em tempo.
O amor transforma-se em tempo.
A dor transforma-se em tempo.
Os assuntos que julgamos mais
profundos, mais impossíveis,
mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.
Mas, por si só, o tempo não é nada,
a idade não é nada, a eternidade não existe.

(José Luís Peixoto)

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5 comentários:

Renata Bezerra disse...

Lindo!

O tempo, alívio e tormento...

Grande beijo pra ti, Leo.

Naty Araújo disse...

Que deslumbrante, Leo...

O tempo não muda sentimentos, não altera sensações, não diminui as tristezas. Somente o tempo não interfere nas coisas... Juntamente com ele que podemos fazer as mudanças, se assim buscarmos.
Podemos passar a vida inteira tentando esquecer algo, mas se ficarmos com o pensamento focado naquilo, tempo algum será capaz de fazer apagar. Um depende do outro. Um é a união do outro, assim como o amor e a construção da felicidade.

Beijos eternos.

Leo disse...

ahh concordo, tempo alivio e tormento. realmente Renata.

mas como Naty disse, sentimentos o tempo
não apaga, nem os bons, nem os ruins, continua ali, adormecido, pode até não doer, mas está ali.

bili disse...

porque nao meteste o poema até ao fim?? não podes alterar assim os poemas de outras pessoas!! até pq alteraste-lhe o significado, retiraste a parte mais importante!!

Priscila disse...

Como disse a Martha Medeiros: "o tempo não cura tudo. Na verdade, o tempo não cura nada. O tempo só tira o incurável do centro das atenções". Concordo com isso!